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"Xerecas" na pixta! Ou como o skate feminino, chegou nas Olimpíadas.

Impressionante o nível do skate feminino, que pela primeira vez entrou como uma das novas modalidades, na Olimpíadas de 2020, realizada este ano no Japão.


Na final do Skate Park, a skatista Sakura Yosozumi , de 19 anos, levou a melhor, e se consagrou com o ouro, a prata ficou para outra japonesa, Kokona Hiraki, de apenas 12 anos de idade e o bronze com a britânica Sky Brown, de 13 anos que também acertou grandes manobras. As brasileiras Dora Varella e Yndiara Asp ficaram na 7ª e 8ª posição, respectivamente.


No Skate Street Feminino, a medalhista mais jovem da história do nosso país, Rayssa Leal, fez história ao conquistar sua primeira medalha de prata. Momiji Nishiya, também de 13 anos, conquistou o ouro e o bronze ficou para, Funa Nakayama, de 16 anos.

As três, protagonizaram o pódio mais jovem da história das Olimpíadas.



Pra mim, que desde a adolescência tive contato com o skate e sua cultura foi inspiração e influência para meu estilo musical e de vida, ver a evolução e revolução destas garotas e mulheres, na telona, é muito significante.

Nos anos 80, skatistas eram discriminados e alvos de inúmeros preconceitos, para vocês terem uma ideia, em 1988, o então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, proibiu a prática pela cidade, em resposta a um protesto dos skatistas que no dia anterior, se reuniram contra a proibição da prática do esporte no Parque do Ibirapuera.

Pois é, era proibido andar de skate no Ibira.



Isso só foi revertido quando, uma mulher mais do que porreta, assumiu, pela primeira vez na história, a cadeira da prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina, liberou o skate e fomentou o seu crescimento pela cidade nos anos 90.



A luta por equidade de gênero no esporte, também é antiga, que o diga, Karen Jonz, nossa tetracampeã mundial, conta que quando começou a andar, competia com os meninos, pois não existia os campeonatos femininos por aqui. Nos anos 2000, ela foi uma das fundadoras da Associação Brasileira de Skate Feminino que foi determinante para dar início a um processo de evolução e popularização do esporte entre as mulheres. Lá fora, ​​as americanas Cara-Beth Burnside (skatista que ganhou três medalhas de ouro nos X Games) e Mimi Knoop (três medalhas de bronze nos X Games) fundaram a The Alliance, uma organização que representa skatistas mulheres e que desempenhou um papel fundamental para que homens e mulheres passassem a receber o mesmo prêmio nos X Games e o mesmo número de vagas para disputar a corrida olímpica.

Na atualidade, as marcas estão se posicionando, a Vans , por exemplo, incluiu ações direcionadas ao skate feminino em uma campanha global e igualou premiações da competição mundial Vans Park Series. Aqui no Brasil, rolou em 2018, o primeiro Girls Skate Night , onde tive a honra de participar discotecando e produzindo a trilha sonora de um vídeo das manas Dora e Yndi.



Todas as conquistas das mulheres no skate, só foram possíveis por meio de muitos anos de luta, união e resistência. Parabéns manas ! Esse mundo é nosso!

Esta história, só está começando e que milhares de fadinhas mundo afora, possam nos encantar com suas manobras arrebatadoras.


Voem!




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1件のコメント


Paula Chiaretti
Paula Chiaretti
2021年8月06日

a luta das mulheres muda o mundo <3

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